segunda-feira, 8 de junho de 2015

Como sorrir para o mundo...



Com o sol aquecendo a grama, o ar fresco da brisa, ainda úmido pelo céu parcialmente nublado, o sol se esforça para sair e iluminar a manhã. Pássaros cantam e voam por entre os fios de alta tensão.

Alguns pousam na grama em busca de petiscos. Outros brincam pelos galhos do pé de acerola, envolvidos pelos fios das luzinhas de natal que enfeitam o pé.

 Num momento de distração observo um calango, com seu rabo comprido descendo o muro a toda velocidade em direção à grama. Pula de uma pedra a outra, passando por cima de um cristal acinzentado escondido entre as pedras de jardim. Em poucos segundos ele dá o bote em uma lagarta de fogo, que passeava tranquilamente. Ele leva sua presa de volta ao muro. E  lá espera ela parar de se debater. Calmamente a engole, e eu me pergunto se ele chega a mastigar...

Ao mesmo tempo uma borboleta, com asas amarelo claras, tão claras que quase são brancas, passeia entre as flores amarelo-ouro de folhas verde escuras do canteiro. Sua calma e delicadeza abrem as asas para cada uma das flores.

Enquanto isso, um casal de beija flores brincava entre as acerolas...


E foi assim, com os pés na grama ainda úmida pelo orvalho, que comecei o dia.


Fonte: ilustração  - free pik.
           foto - acervo pessoal.

Na nuvem